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Emigração da Venezuela pode superar a da Síria em 2022, adverte OEA 29/07/2021

Um relatório divulgado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) nesta quinta-feira, 29, advertiu que a emigração de venezuelanos pode chegar à marca de sete milhões de pessoas até o fim de 2021 ou o início de 2022. A marca superaria o êxodo da Síria, considerado o maior do mundo, com 6,7 milhões de refugiados que saíram do país por causa da guerra.

 

“Se não houver uma solução política, econômica e social no curto prazo, a estimativa é que poderá haver mais refugiados venezuelanos do que sírios”, afirma trecho do documento, que apontou que mesmo com as restrições de mobilidade impostas pela pandemia da Covid-19, o número de migrantes e refugiados não apresentou decréscimo no país sul-americano.

 

País pode bater marca de sete milhões de refugiados em 2022

 

Antes da pandemia, segundo os dados da OEA, cinco mil venezuelanos fugiam diariamente do país. No começo da crise sanitária, o impacto da Covid-19 teria motivado mais de 150 mil a retornarem aos locais de origem, mas a partir de setembro de 2020 e até hoje cerca de 700 a 900 venezuelanos trilham, diariamente, caminhos para fora do país.

 

“No final de 2021 ou no início de 2022, o número de refugiados venezuelanos poderá atingir os sete milhões”, observa o documento. Os pesquisadores listaram cinco razões principais para o êxodo venezuelano: emergência humanitária complexa, violações dos direitos humanos, violência generalizada, colapso dos serviços públicos e colapso econômico.

 

País pode bater marca de sete milhões de refugiados em 2022

 

A Colômbia é o principal destino dos que fugiram (1,7 milhão), seguido do Peru (1,05 milhão), dos Estados Unidos (465 mil), Chile (457 mil) e Equador (431 mil). Até o mês de abril de 2021, segundo as estimativas do governo federal, o Brasil tinha recebido cerca de 260 mil refugiados do país vizinho.

 

O relatório estima que o número atual de refugiados do país gire em torno de 5,6 milhões, o equivalente a 18% da população. O coordenador desse grupo de trabalho, David Smolansky, também é venezuelano e pontuou que, caso as fronteiras sejam reabertas em um período pós-pandemia, a situação de exilados pode ser ainda mais extensa.

 

 

Fonte: Jovempan.com