Brasil
Emplacamentos de veículos no Brasil tem alta de 8,2% em novembro, diz Fenabrave 02/12/2022

A quantidade de emplacamentos de veículos no Brasil registrou uma alta de 8,2% em novembro, em relação ao mês anterior, totalizando 342.819 unidades. Com isso, o resultado no acumulado de janeiro a novembro de 2022 já é 4,5% maior que do que o mesmo período do ano passado, segundo o levantamento da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, divulgado nesta sexta-feira (02).

 

Os licenciamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no Brasil em novembro cresceram 17,98% na comparação anual, para 203.994 veículos. Na comparação com outubro, os emplacamentos aumentaram 12,78%.

 

Considerando somente o segmento de automóveis e comerciais leves, houve uma recuperação ao longo de 2022 e estão próximos da estabilidade em relação ao ano anterior. Na comparação com o mês anterior, a alta foi de 13,93%. Se compararmos com novembro de 2021, a alta foi de 19,21. “É um excelente resultado, especialmente ao levarmos em conta o contexto de todo o ano, que apresentou desafios decorrentes da crise de abastecimento, juros mais altos e seletividade no crédito”, diz Andreta Jr..

 

Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves eletrificados chegou a 4.995 em novembro, uma alta de 11,95% comparada com outubro. No ano, somam 43.701 unidades emplacadas, 43,5% a mais do que o mesmo período do ano passado.

 

Números do mercado

Os problemas de abastecimento de peças e componentes impactaram na queda dos emplacamentos de caminhão. Comparando novembro deste ano com o mês anterior, houve uma baixa de 6,11%. Quando comparado com o mesmo mês de 2021, a queda foi de 5,72%.

 

Na outra ponta, o emplacamento de ônibus foi positivo. De outubro para novembro de 2022, a alta foi de 15,70%.

 

O destaque ficou com as motocicletas. Segundo a Fenabrave, o segmento deve encerrar o ano com uma das maiores altas percentuais em relação a 2021. A alta em novembro foi de 2,44%, comparando com o mês anterior. No acumulado do ano, de janeiro a novembro de 2022, a alta foi de 17,71%, comparando com o mesmo mês do ano passado.

 

Para Andreta Jr., uma série de fatores colaboram para este resultado. “É um crescimento muito sustentado, já que a motocicleta, além de veículo comercial, é uma opção econômica e segura de transporte individual. Além disso, mesmo com a retomada da produção pela indústria, a demanda não está sendo totalmente atendida, o que deve manter o bom desempenho no futuro”, conclui.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Cnnbrasil.com